O que significa cada rota?

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iGO8 O que significa cada rota?

Mensagem por Luixx » 21 Jul 2019, 17:29

VEÍCULO
O usuário poderá definir o tipo de veículo que usará para navegar na rota. Os veículos disponíveis para uso no iGO Primo são: carro, pedestre, bicicleta, ambulância, ônibus, táxi e caminhão. Com base nessa configuração, alguns dos tipos de vias podem ser excluídos da rota ou algumas das restrições poderão não ser tidas em conta no cálculo da rota.

Carro:
- As restrições de manobras e as limitações direcionais são levadas em consideração no planejamento de uma rota.
- As vias são usadas apenas se o acesso a carros for permitido.
- As vias privadas e vias apenas para residentes são somente usadas se forem inevitáveis para chegar ao destino.
- As vias para pedestre e as trilhas são excluídas das rotas.

Pedestre:
- Nem as restrições de manobras e nem as limitações direcionais são levadas em consideração no planejamento de uma rota.
- As vias são usadas apenas se o acesso a pedestres for permitido.
- As vias de acesso controlado são excluídas das rotas.
- Uma via privada é usada somente se o destino for nessa via.
- Não são usados limites de velocidade no cálculo de rota e é usada uma velocidade média de caminhada no cálculo da hora de chegada prevista.

Bicicleta:
- As restrições de manobras e as limitações direcionais (se forem aplicadas a bicicletas nos dados do mapa) são levadas em consideração no planejamento de uma rota.
- As vias são usadas apenas se o acesso a bicicletas ou pedestres for permitido.
- As vias de acesso controlado são excluídas das rotas.
- Uma via privada é usada somente se o destino for nessa via.
- Não são usados limites de velocidade no cálculo de rota e é usada uma velocidade média de ciclismo no cálculo da hora de chegada prevista.

Ambulância:
- Todas as manobras estão disponíveis em cruzamentos.
- As limitações direcionais são levadas em consideração, da mesma forma que a direção oposta é permitida com uma velocidade baixa.
- Uma via privada é usada somente se o destino for nessa via.
- As vias para pedestres e as trilhas são excluídas das rotas.

Ônibus:
- As restrições de manobras e as limitações direcionais são levadas em consideração no planejamento de uma rota.
- As vias são usadas somente se o acesso a ônibus for permitido.
- As vias privadas, vias para residentes, vias para pedestres e trilhas são excluídas das rotas.

Táxi:
- As restrições de manobras e as limitações direcionais são levadas em consideração no planejamento de uma rota.
- As vias são usadas somente se o acesso a táxis for permitido.
- As vias privadas, vias para residentes, vias para pedestres e trilhas são excluídas das rotas.

Caminhão:
- As restrições de manobras e as limitações direcionais são levadas em consideração no planejamento de uma rota.
- As vias são usadas somente se o acesso a caminhões for permitido.
- As vias privadas, vias para residentes, vias para pedestres e trilhas são excluídas das rotas.
- Os retornos são excluídos das rotas (voltar por uma via dividida não é considerado como retorno).
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Re: O que significa cada rota?

Mensagem por Luixx » 21 Jul 2019, 17:38

MÉTODO DE PLANEJAMENTO DE ROTA: o cálculo da rota pode ser otimizado para diferentes situações e tipos de veículos, alterando o método de planejamento. A descrição de cada método de planejamento de rota encontra-se a seguir:

RÁPIDA: oferece uma rota rápida, caso o condutor possa viajar no limite de velocidade, ou perto dele, em todas as vias. Normalmente é a melhor opção para carros rápidos e comuns.

ECOLÓGICA: oferece uma rota rápida, porém com economia de combustível, com base nos dados de consumo de combustível nas configurações do trajeto da rota ecológica. Os cálculos dos custos de viagem e das emissões de CO2 são estimados, não são precisos. Esses cálculos não consideram as elevações no terreno, curvas e condições de tráfego.

CURTA: oferece uma rota curta para minimizar a distância da viagem. Essa opção é normalmente prática para pedestres, ciclistas ou veículos lentos. Este modo procura por uma rota curta, independentemente da velocidade; esse tipo de rota é raramente escolhido para automóveis. Usando veículos automotivos, deve-se evitar a escolha deste modo em grandes cidades, sob risco de o condutor ser levado a regiões desconhecidas e até perigosas.

FÁCIL: resulta em uma rota com poucas curvas ou manobras difíceis. Com essa opção, o iGO Primo poderá selecionar, no cálculo da rota, por exemplo, uma rodovia em vez de uma série de estradas ou ruas mais curtas. Este modo de planejamento, quando usado nas cidades, permite que o cálculo da rota leve em consideração as principais ruas e avenidas, levando o condutor por caminhos mais comuns e familiares.

DAR PREFERÊNCIA POR RODOVIAS: este modo, quando selecionado, faz com que o cálculo da rota seja forçado a priorizar as rodovias, de maneira que uma série de estradas e ruas seja evitada. Este modo pode ser útil para condutores que, em viagens, prefere não entrar nas cidades, diminuindo o tempo de condução e a distância total do percurso.

Bem, complementando...

Por abuso de linguagem, falamos em "rota curta", "rota isso ou aquilo", o que não é correto. O que recebe estes nomes é o método de planejamento da rota e não a rota em sim. Posto isto, apenas um adendo sobre três entre todos os tipos de planejamento de rotas.

Curta: usa-se um algoritmo onde a menor distância entre dois pontos, por vias trafegáveis, é sugerida ao condutor. Observe que, neste método, eventos de trânsito, online (TMC) ou off-line (arquivo FSP -- estatísticas de trânsito) quase não são considerados, ou seja, a mais curta considera as distâncias presentes no arquivo de mapa mesmo. Isto é, esta seleção poderá levar o condutor por vias congestionadas ou pouco recomendadas ("área perigosa", por exemplo).

Rápida: o arquivo de mapa contém a velocidade (quando disponível, pois depende da cidade, região, etc.) de cada via. Além deste arquivo, existe outro, de extensão HSP ("histórico de velocidade") que contém informações sobre a velocidade média dos veículos em cada via (que depende do dia da semana e do horário do dia). Assim, a expressão "viajar no limite da via" significa que o condutor pode trafegar na máxima velocidade informada (no arquivo de mapa e/ou histórico de velocidade). Claro, se houver eventos de trânsitos (trânsito lento, congestionamentos, vias fechadas, acidentes, etc.), nada será considerado e a tal "mais rápida" poder-se-á tornar mais lenta.

Ecológica: este método de planejamento é um mix dos dois anteriores, ou seja, usa um algoritmo para que a rota sugerida seja rápida e curta, pois, com isso, ter-se-ão economia de combustível e menos emissões de poluentes (CO2). Em nosso país é complicado fazer esta escolha, pois nas grandes cidades...

As outras duas são bem naturais. Dar preferência por rodovias é autoexplicativo. Já o método de planejado "fácil", mesmo não sendo o mais otimizado, é aquele que menos induz o condutor a erros. É, entre todos, o que mais uso (quase o tempo todo). Motivo: leva o condutor por caminhos mais simples, com referências mais comuns (pontos, ruas e avenidas, etc.), principalmente nas grandes cidades e nunca levará o condutor por caminhos estranhos e obscuros (exceto por falhas no arquivo de mapa).

Saber escolher o tipo de veículo e o método de planejamento de rota é uma questão importante nos navegadores da família iGO (todos). A boa escolha, de acordo com a necessidade do usuário, levará à melhor sugestão possível.
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Re: O que significa cada rota?

Mensagem por Luixx » 21 Jul 2019, 17:39

E por fim, mas não menos importante, fixado dois pontos, ponto de partida e destino, a rota sugerida pelo navegador nunca será, necessariamente, a mesma. Isto pode depender de vários fatores, entre eles, dia da semana, horário do dia, eventos de trânsito (quando disponível), histórico de velocidade (quando disponível), etc. Sim, o tipo de veículo pode ser o mesmo, o método de planejamento pode ser o mesmo, os pontos inicial e final podem ser os mesmos, etc., mas mesmo assim a rota sugerida poderá ser diferente. Poucos sabem disso. ;)

Apenas um complemento. Você tratou o FSP e o HSP como sendo arquivos diferentes. E eles realmente são, porém possuem basicamente a mesma função (otimizar o planejamento de uma rota baseado em dados históricos). Um se baseia em padrão de velocidade média ao longo do dia e da semana de uma dada via e outro se baseia em histórico de congestionamento. Um é pra ser usado com mapas TT e outro com mapas Here.

As "rotas preprocessadas" (estranho, a correção ortográfica sugeriu este modo de escrita; com a palavra os especialistas!) são informações acrescentadas, a priori, pelo(s) desenvolverdor(es) de conteúdo que contém um algoritmo "pronto" (entre aspas por não garantir o uso de outros dados, online e/ou off-line) visando a sugestão da melhor rota ao usuário, entre as mais usadas na prática.

Grosso modo, o navegador lleva em consideração um banco de dados -- reconhecidos como arquivos HNR --, obtido através de "pesquisas" (isto não é oficial, é um achismo meu), ao invés de cálculos rotineiros do navegador, e que sugere a melhor rota ligando dois (ou mais) pontos: inicial (ponto de partida) e final (destino). Estas sugestões, oriundas de tal banco de dados (HNR), são baseadas em quatro categorias: curta, fácil, rápida e ecológica (ou econômica -- tradução imprecisa).

Quase sempre, os cálculos consideram a extensão da rota, ou seja, percursos curtos (de poucas centenas de quilômetros) não são considerados, logo os dados presentes no HNR não aparecem na prática.

O que poucos usuários sabem/percebem é que estas rotas são sugeridas, nunca impostas. O usuário pode modificar o tipo de veículo, pode modificar o método de planejamento de rota e pode selecionar o algoritmo para calculá-las. Tudo isso influencia na proposta sugerida pelo navegador.

Em linhas gerais:

ROTAS PRÉ-PROCESSADAS (HNR): este arquivo contém informações de uma rede rotas pré-processadas, ou seja, um compêndio com as melhores rotas programadas que ligam dois pontos, um a um. Estes dados são efetivos quando se cria uma rota longa, de maneira que o iGO Primo escolhe, neste arquivo de conteúdo, uma rota que já esteja pronta e que é, em geral, a mais usada e aquela mais otimizada.

O arquivo de rotas pré-processadas (HNR) deve ser da mesma versão do arquivo de mapa, caso contrário, não será usado pelo iGO Primo durante o cálculo das rotas. Na verdade, não existe apenas um arquivo de rotas pré-processadas (HNR), existe um para cada tipo de rota: fácil, rápida, curta e ecológica. Eles são usados a partir do método de planejamento de rota selecionado pelo usuário.
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Re: O que significa cada rota?

Mensagem por Luixx » 21 Jul 2019, 17:44

Ambos consideram o dia da semana e o horário do dia. O HSP (histórico de velocidade) está relacionado com a velocidade média para cada tipo de via (rua, estrada, etc.), já o FSP está relacionado com as estatísticas de trânsito. O termo "estatísticas de trânsito" usado por mim é o mesmo que "eventos de trânsito off-line", ou seja, como aqueles do TMC (online por definição), com a diferença de não ser dado em tempo real, daí a escolha pela expressão "estatísticas" (isto é, dados aproximados, não precisos, não em tempo real).

Em essência, o histórico de velocidades (HSP) guarda informações sobre a via, não importando se a mesma será usada no mapa atual, se o sentido será mudado, etc., ou seja, não exige que a versão e revisão deste arquivo coincida com o arquivo de mapa. Já o arquivo responsável pelas estatísticas de trânsito (FSP) depende fortemente do arquivo de mapa, em tudo, desde o sentido da via, da direção, etc. Lógico, o perfil de tráfego muda com o tempo, logo o arquivo de mapa deve acompanhar as estatísticas off-line (assim como os alertas de condução, por exemplo, FDA).

Quanto ao uso em relação ao desenvolvedor: não, não é assim. Na época do NQ (já Here?) 2013.Q1 existiu um FSP da mesma versão e revisão. Quanto a TT, sim, sempre tem um FSP que acompanha o arquivo de mapa, assim como já existe por aí o FSP 2014.03 deste desenvolvedor. Para o Brasil, o FSP tem existido para os dois maiores desenvolvedores, já o HSP só sei da existência do último (2011.Q4), mas que continua funcional.

Mas você é um dos meus mestres (de fato!), corrija-me aí; pois falei de "cabeça" (sem ter certeza absoluta, claro!! Sem contestar).

HSP: H de Historic, S de Speed e P de Pattern, ou seja, ao "pé da letra" é (padrão de) histórico de velocidade.

FSP: F de File, S de Speed e P de Pattern, ou seja, ao pé da letra é (arquivo de) padrão de velocidade.

Este é um dos grandes problemas da NavNGo citado por você, uma empresa oriental que tenta traduzir tudo para o padrão ocidental (leia-se inglês), mas com falta de clareza. Nada do que está escrito, em inglês, é 100% confiável.

HSP é histórico de velocidade, ou seja, guarda (off-line) informações das velocidades médias nas vias ao longo do dia da semana e da hora do dia.

FSP: é traduzido, por muitos, equivocadamente, como "histórico de trânsito", quando na verdade é "estatística de tráfego". Este arquivo é o análogo off-line do TMC, isto é, informações sobre eventos de trânsitos (daí "pattern") que também depende do dia da semana e da hora do dia.

Nas skins diMka, para Primo, só existe uma maneira de habilitar estes dois recursos, que são tratados, da mesma maneira, pela NavNGo como "rotas inteligentes" (comumente traduzido como "histórico de trânsito"). A maneira fácil de testar que este recurso é feito em um único botão é inserir um dos arquivos e retirar o outro, fazendo uma análise por vez. A forma de analisar o efeito, no Primo, é no caminho Minha rota => Botão Mais... => Rotas inteligentes (ou a forma antiga, "Histórico de trânsito").

Você sugere, ou afirma, que o HSP e o FSP fazem as mesmas coisas, ou seja, são arquivos para uso off-line sobre o histórico de velocidade. Isto não é fato! Se fosse, como você me explicaria que há uma versão 2011.Q4 com os dois arquivos? Empresas não desperdiçam tempo e dinheiro para desenvolver conteúdos com a mesma funcionalidade; ou o mundo está realmente mudado!

Velocidade versus tráfego: engana-se mais uma vez!... Velocidade média de uma via não igual a fluxo. Estas coisas andam paralelamente, mas não são iguais. Uma coisa é ter uma velocidade 20 km/h em uma via onde se esperava um valor de 60 km/h; outra coisa é dizer que em uma via passam 100 veículos por minuto andando a 50 km/h e 200 veículos na mesma velocidade (ou seja, o fluxo, isto é, a quantidade de veículos por unidade em determinada distância pré-fixada). Em suma, velocidade média em uma via é uma coisa, fluxo é outra.

Arquivos específicos e desenvolvedores: nada melhor do que testes... Existe um FSP 2014.03 da TT e que não é reconhecido pelo mapa da Here. Existe um FSP 2013.Q3 da Here e que não é reconhecido por nenhuma versão de mapa da TT. Quando ao HSP, não há "reclamação" de ambos os mapas (funcionam!). A regra, pra mim, sempre foi esta (e se comprova, até agora, sempre): tudo aquilo que fica dentro da pasta "map" depende da versão e revisão do arquivo principal, ou seja do mapa; tudo aquilo que fica dentro das subpastas da pasta "content", são considerados normalmente pelo navegador (qualquer um da família iGO), mas sempre sugerindo o uso de versões mais novas possíveis.


Crédito: Xamanian
Para correção nos créditos, me envie uma MP
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